quarta-feira, 30 de maio de 2012

Preconceito. Existe até onde você acha que ele não está.

 Sim pessoas! Sou eu novamente! Está tendo um congresso na minha faculdade e por causa disso eu não tenho aula até quinta feira. Só sexta que volto ao batente, mas por enquanto eu vou dominar o blog aqui por esses dias.
 Infelizmente, na sociedade em que nós vivemos o que mais existe é preconceito. Até mesmo quando você não quer ser preconceituoso você acaba sendo preconceituoso. Ele está em todo lugar e existe com todos: religiosos, ateus, homossexuais, heterossexuais, brancos, negros, asiáticos, índios, ricos, pobres e milhares de outros. Existe até mesmo uma frase que eu ouvi uma vez e que eu gosto muito, infelizmente eu não lembro o autor da frase, mas lembro da frase em si: "O mundo diz para você ser o que você quiser e depois te julga pelo o que você se tornou."

 "Mas o que isso tem a ver com os jogos, Lucas?" você deve estar se perguntando. Simples. Você deve saber que eu tenho quase meus 20 anos de idade, estou no 3º ano de faculdade, em um relacionamento estável e já leciono como estagiário em uma escola pública. Porém, no momento em que eu abro a boca para falar que eu gosto muito de jogar videogames, as pessoas caem em cima de mim me reprimindo mais do que, sei lá, se eu virasse gay.

 Não sei o porquê que existe essa coisa na cabeça das pessoas que depois que você "cresce" você não pode mais jogar videogames. Eu sempre, enquanto espero as aulas começarem na faculdade, fico jogando Pokémon no meu Game Boy e enquanto eu fico jogando as pessoas da minha sala passam fazendo piadinhas e até ironizando o fato de eu estar jogando Pokémon.

 No curso de Letras, que é o que eu estou fazendo, uma coisa que conta muito são os artigos que você publica em eventos e até em revistas. Eu sou aluno bolsista e estudo a variação linguística, mas eu só faço isso porque eu comecei a desenvolver um artigo no primeiro ano que é o estudo dos videogames como ligação a literatura. Eu considero os jogos como uma manifestação artística nos dias atuais e até mesmo alguns jogos da geração 8 e 16 bits. O problema é que um aluno de graduação precisa de um professor para orientá-lo no artigo. Eu fui atrás de muitos professores e nenhum quis me orientar. Por que? Porque eu estou falando de videogames na faculdade. De acordo com eles, não se deve falar disso na faculdade. Não é do nível da faculdade. Alguns professores até mesmo gostaram do que eu desenvolvi, mas não quiseram me orientar porque vai ter de levar muita porrada junto comigo para levar esse artigo para frente.

 Isso me magoou. Realmente. Conversei com alguns colegas de curso meu, e apenas dois me apoiaram. Apenas dois gostaram da minha ideia e da minha coragem de desenvolver uma coisa desse tamanho. Até me indicaram alguns professores que poderiam me orientar em meu artigo, mas nenhum está disponível para orientação.

 Você sabe de onde vem a palavra "universidade"? Está acoplada nessa palavra a palavra "universal". Ou seja, a união de todas as pessoas, todos os estudos, todas as culturas. Um lugar que, tecnicamente, deveria ser livre de preconceitos. Porém não passa nem perto disso.

 Todo mês eu vejo no restaurante universitário pessoas lutando pelos direitos dos homossexuais, dos negros, pelas cotas e por milhares de outras coisas. E todos apoiam essas pessoas. Agora os games? Ah... Eles que se fodam, eles devem pensar. Para que lutar por uma coisa de criança?


 Bem, eu já tenho uma ideia do que eu vou fazer. Vou continuar esse trabalho sozinho mesmo. Não preciso de ninguém me ajude contra a vontade. Não importa o que aconteça, eu vou continuar indo para a direita.

 Se cuidem e bons jogos!

@Kirilko



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