terça-feira, 2 de novembro de 2010

Post extra de terça =)

Oi gentee (Otavio aqui ^^)
Ao receber o post da Ray hj me deparo com uma surpresa: ela me mandou dois posts hehe
Um deles acabei de postar e o outro vou postar agora. Ela me disse q era pra postar em qualquer outro dia, mas resolvi coloca-lo hj mesmo aqui. Achei q nossos leitores nao mereciam esperar por mais para ler esse post, confiem em mim e LEIAM hehe
Vale muito a penaaa \o
Tah ai o post:

Analfabetos (-funcionais) políticos


Olá pessoas, aqui quem fala é a Ray.

Venho por meio deste post extraordinário falar de um tema sério, mais sério do que o futebol ou o esporte que eu venho comentar aqui (quase) toda terça-feira.

Política.

Uma simples palavra como essa causa as mais variadas reações no ser humano. Principalmente os brasileiros, que têm muita história pra contar com relação a esse assunto.

Temos um passado de colônia, em que fomos explorados como mero “jardim”, “recanto” de riquezas naturais e solo fértil, e não como um país de tamanho continental que desde os seus primórdios – os tão esquecidos, zombados e castigados índios – têm uma cultura vasta e repleta de tradições, mitos, religiões, todas perdidas pela imposição de um branco europeu “civilizado”.

Tivemos uma fase Império, em que um monarca se autodenominava rei de uma terra que deveria ser “sua propriedade”. E sentado em seu confortável troninho, brincava de dar ordens para outras pessoas cumprir.

E sem dúvida alguma, a pior fase pela qual o país passou foi a ditadura. Vários anos se passaram sob o jugo de coronéis autoritários e insensíveis, adeptos de uma repreensão covarde e carente de razões, com pessoas sendo torturadas, presas, mortas, em muitos casos pelo simples fato de exigirem os seus direitos – direitos esses, inalienáveis.

Ainda hoje muitas pessoas usam a desculpa de que essa época, apesar da violência ditatorial, foi a melhor pela qual o Brasil passou, já que não se sabia de escândalos como desvio de verbas, formação de quadrilha, esquemas, mensalão, e o diabo a quatro. Mas é óbvio que essas coisas não apareciam! O governo tinha controle total (não tão total, porque vários jornalistas corajosos falaram mais do que deveriam e depois foram presenteados com chibatadas) sobre a mídia, sobre os meios de comunicação, e inclusive sobre as pessoas. Então imagine você, se escândalos acontecem até hoje, quando as coisas são fáceis de serem descobertas, será que elas não aconteceram quando se tinham panos cobrindo e facilitando todas suas ações? É muito ingênuo pensar que um governo que tinha tamanho controle não tenha se aproveitado e desviado o quanto de dinheiro quisesse.

A juventude então se rebelou, lutou pela democracia, e hoje a temos.

Alguns casos de repressão midiática se manifestam aqui e ali, mas os responsáveis costumam ser reprimidos e no geral temos sim uma democracia, onde as pessoas são garantidas do seu direito de se expressar, cobrar autoridades, protestar por mudanças, enfim, fazer valer a sua voz.

Ao mesmo tempo, somos incumbidos do direito de votar, escolher de forma consciente os nossos representantes. Coisa boa, não? Mas é aí que surgem vários problemas.

A maioria esmagadora do país não sabe votar. Não sabe mesmo. E não falo isso em virtude da vitória deste ou daquele político em especial, mas de modo geral. As crianças crescem ouvindo a palavra que mencionei no começo do post e a associam com “piada, perda de tempo, negócio que não dá futuro”. Quando maiores, passam a ter consciência da imundície que corrompe as esferas políticas, e é aí que não vão se interessar por “isso” mesmo. Vincular a palavra “política” a coisa sem importância e que não muda nunca está arraigado na cultura do brasileiro, e acabar com esse mal depende de vários fatores. Mas uma medida que poderia melhorar essa situação, a longo prazo, seria implantar a disciplina “ciência política” nas escolas. Só que essa possibilidade está temporariamente descartada, já que interessa apenas àqueles que não detêm o poder. Pra quê formar indivíduos realmente pensantes, que realmente se interessam pelo modo como o seu suado dinheiro está sendo gasto de forma que contribua, de fato, ao desenvolvimento do país? Deixe como está... com a gente passiva de hoje em dia, que assiste calada a tantas falcatruas, podemos fazer o que quisermos, certo, companheiro? Triste, porém real...

Agora, uma das coisas que me irrita profundamente, talvez até mais do que a realidade do alto analfabetismo político no país, é o alfabetismo FUNCIONAL político. Não sei se o termo já foi usado alguma vez, mas é a analogia que encontrei pra exemplificar esse tipo ridículo de cidadão.

O analfabeto funcional, pra quem não sabe, trata-se daquele indivíduo que sabe sim ler, escrever, mas não passa disso, da acepção superficial da palavra. Ele consegue ler um texto, mas não entende nada. Não entende o que o autor quis dizer, não consegue situar aquele texto no seu cotidiano, de modo a provocar reflexões e trocar idéias com outras pessoas.

E é nessa perspectiva que surge o analfabeto funcional político, aquele que enche o peito pra dizer que vota com consciência, que sabe do seu papel de cidadão e tudo mais, mas que não entende NADA do que é política, de verdade. É aquele típico eleitor que vota em CANDIDATO, não PARTIDO, só para começar a exemplificar. Mal sabe ele que até entre os partidos há muita aliança, troca de favores, de modo que a força de um grupinho cresça e faça valer sua vontade.

É aquele típico eleitor que se deixa levar facilmente por argumentos ridículos, como “famoso x apóia o candidato tal”. Ou aquele que não vota naquele que não “vai com a cara”. Ou ainda aquele que vota em homem, porque, segundo esses pré-históricos, lugar de mulher não é na política.

É aquele eleitor que, finalmente, ADORA criticar os analfabetos políticos, como por exemplo a maior parte da população carente do Norte/Nordeste que infelizmente vive essa realidade, mas não apresenta UM argumento só que denote uma escolha consciente na hora de votar.

É aquele pseudo-cidadão, sabe-tudo, que na verdade não sabe de NADA. Tem muito chão pra desenvolver uma consciência crítica verdadeira, um discurso coerente e confiável sobre o tema política.

Com relação à eleição presidencial, não acho que tenha sido um resultado ruim. O PT (veja, estou falando em PARTIDO e não na ex-CANDIDATA) praticou grandes barbaridades no governo, mas é inegável a melhora de qualidade de vida das pessoas, sobretudo dos menos favorecidos. A classe média, com essa história toda de Bolsa-Família, pode ter sofrido um pouco, mas no fundo também está sendo beneficiada.

A nova presidente, nos seus debates e discursos, não me pareceu uma pessoa tão preparada, mas não despreparada para governar, e sim despreparada da lábia, famosa “conversa de político”, que convence fácil fácil os analfabetos funcionais políticos. Esses, só de verem se o candidato fala bem ou não, decidem seu voto, mas pouco se preocupam com o CONTEÚDO daquilo que falam.

É, camarada, tá fácil enganar brasileiro hoje em dia. Poucos são os que realmente entendem de política. Pra melhorar, uma nova leva de adolescentes analfabetos funcionais políticos está chegando aí, é o que pude constatar por onde andei. Admiro a vontade de participar, de ter voz ativa na sociedade, mas, se querem uma dica, (e essa é pra vida inteira, não só pra política) se INFORMEM antes de sair por aí falando asneiras, defecando pela boca, e querendo arrancar votos de pessoas via mídias socias. Quem tem personalidade mesmo, não se deixa levar por essas futilidades.

E só pra fechar, no fundo eu gostei de Dilma presidente. É uma prova do avanço das mulheres, prova de que temos vontade própria, pensamos, agimos, e chegamos longe.

Se segura que agora é que são elas.

Ray ;D

3 comentários:

Otávio Coati disse...

Ray, ficou otimo seu texto.. vc conseguiu resumir bem oq esse povo precisa: entender de politica =)
Nao q eu seja um expert, mas eu acredito q dah pra fazer algo...
Soh nao acho q a Dilma esteja pronta pra governar o pais, o discurso dela provou q ela eh uma analfabeta funcional. Ela lia, mas nao sabia o q estava dizendo "/ uma pena
Tmb nao acredito q o serra tivesse sido uma melhor alternativa.. nenhum dos dois me mostrou alguma competencia, a prova CLARA disso foi a campanha politica q ao inves de discutirem coisas serias ficavam trocando farpinhas. AFF
Enfimm.. adorei seu post hehe
Espero q mais gente comente pra podermos dicutir sobre o assunto =)
BjOO
\o

Rayane disse...

Então Otávio, também concordo com vc que ela tem jeito pra analfabeta funcional, mas ela tem certa experiência política, só que como eu disse ela não tem aquela lábia, aquele discurso, aquele jeito de falar que convence as pessoas.
Mas enfim, vamos ver como vai ser ela comandando o Brasil. Espero que ela não envergonhe as mulheres hahaha
;*

Igor disse...

Post com a sua cara, huahuahuahau. Essa campanha por conscientização política é bacana mas difícil de se consumar né. Fato que não qrem que pensemos, o sistema é bem complicado nesse ponto.
Analfabeto funcional político. Estranho mas foi uma boa. Eu vinha pensando mt sobre votar no indivíduo ou no partido, ainda mais com os debates das aulas de sociologia mas eu realmente não consegui optar pela Dilma ainda q os ideais do PT me agradassem. Mas de qualquer forma ela venceu. Ela realmente tem experiência mas o comportamento dela na campanha chegava a ser desanimador as vzs, hauhuhuahua. É, uma mulher no poder, isso é legal pq é diferente mas vamos ver, a feminilidade dela é incrível né, kkkk

bom post Ray! De posts esportivos à posts políticos engajados, puta merda! xD

o/