quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Poemas :)

Para dentro desse abismo agreste,
Ventre da natureza e talvez tumba,
Nem de mar, nem praia, ar ou fogo
Mas de todos esses misturados em suas causas
prenhes
Confusamente, e em constante luta
A não ser que o poderoso criador lhes
ordene
Seus materiais obscuros para criar mais
mundos,
Para dentro desse abismo agreste o
demônio cauteloso
Postou-se à beira do inferno e olhou por
algum tempo,
Refletindo sobre sua viagem...
John Mtilon: Paraíso perdido, livro 2


Ó falai de sua força,Ó cantai sua graça,
Aquele cujo manto é a luz, cujo dossel é espaço;
Suas carruagens de ira formam grandes nuvens de trovoada,
E escuro é seu caminho nas asas da tormenta.
Robert Grant: Hymns Ancient and Modern






A morte é apenas uma travessia do mundo, tal como os amigos que
atravessam o mar e permanecem vivos uns nos outros. Porque sentem
necessidade de estar presentes, para amar e viver o que é onipresente.
Nesse espelho divino vêem-se face a face; e sua conversa é livre e pura.
Este é o consolo dos amigos e embora se diga que morrem, sua amizade e
convívio estão, no melhor sentido, sempre presentes, porque são imortais
William Penn, Morte Fruits of solitude



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